Brasil, mostra sua garra

Movimento empresarial contra a corrupção

Iniciado este ano no estado do Paraná e Organizado pela Caciopar – Coordenadora das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná e pela Faciap – Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná, o movimento “Brasil, mostra sua garra” clama por valores imprescindíveis e tem como finalidade romper as fronteiras do nosso estado chegando a cada cantinho do país.

O movimento sob a liderança da Faciap tem a participação de 12 coordenadorias no Estado e cerca de 300 associações comerciais envolvidas. “O nosso desejo é pela construção de um país melhor, mais justo e próspero”, informa o vice-presidente da Caciopar, Leoveraldo Curtarelli de Oliveira, que é de Santa Helena. O manifesto protesta contra a corrupção e defendendo os cinco eixos centrais: ética, transparência, respeito, justiça e responsabilidade, e tem como propósito apontar os problemas e também indicar possíveis soluções. A proposta é de intensificar o aprofundamento das sugestões e ideias para que possam contribuir para as transformações que o País tanto exige.

Os trabalhos terão continuidade em várias frentes. A intenção é criar comissões e fazer consultas a técnicos e a especialistas para aprofundar temas que, por um motivo ou outro, ainda não estão muito claros. Um estudo dedicado sobre as principais reformas que há anos os empresários cobram poderá ser a contribuição das coordenadorias regionais à Faciap. As informações extraídas de cada região vão ser enviadas à Federação, que então definirá quais e como serão desdobradas.

Em Medianeira, o movimento “Brasil, mostra sua garra”, aconteceu em abril e reuniu empresários, estudantes, funcionários e a comunidade em geral. Os manifestantes se concentraram inicialmente na Praça Ângelo Darolt e percorreram a Avenida Brasília até a esquina do Banco do Brasil, onde pararam para cantar mais uma vez o Hino Nacional.

O movimento contou com o apoio da Associação Empresarial de Medianeira e com o movimento “Vem pra rua”, tendo como objetivo principal a defesa dos valores: Ética, Justiça, Respeito, Transparência e Responsabilidade.

A concentração mostrou a indignação do cidadão brasileiro diante de acontecimentos que afetam o Brasil, como a corrupção, falta de investimento na saúde, educação e segurança e pediu por um país mais ético, justo e honesto. Durante o manifesto os participantes carregaram algumas faixas que mostravam os ideais do movimento e outras que manifestaram o grito que está na garganta e no coração de cada um, como: “Falta saúde, falta educação e sobra ladrão”, “Por amor ao Brasil, diga não a corrupção”, “Educação, saúde e segurança de baixa qualidade, igual a corrupção de alta eficiência”, “Pelo direito de crescer em um país sem corrupção”, “O meu partido é o meus país”, “Não aguentamos mais pagar as contas da incompetência e da corrupção”, “Cadê o dinheiro que estava aqui?”, entre outras.

O momento é de luta e ela continua, pois como brasileiros não podemos tolerar a corrupção, a carga tributária elevada, os aumentos de preços sobre os produtos básicos, políticos corruptos, entre tantas outras coisas que estão prejudicando o cidadão brasileiro e o bom andamento do país.

Pacto pela retomada do crescimento

As Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná vêm a público manifestar imensa preocupação com o momento especialmente delicado do Brasil e do Paraná. A situação política e econômica, tal como se encontra, com o aumento das taxas de juros, da energia elétrica, com as greves de servidores, desvalorização da moeda, inchaço da máquina pública e o assistencialismo público demasiado, não trazem benefícios a ninguém, muito pelo contrário, pois somos todos chamados a pagar uma conta alta demais.


No Estado do Paraná, segue-se a mesma linha de onerar a classe produtiva. Sem os devidos estímulos, garantias e reformas, há o enfraquecimento dos setores econômicos, a redução dos índices de produtividade, o sucateamento generalizado, o desemprego, a queda da arrecadação de impostos e o empobrecimento, dentro de um círculo vicioso de perdas.

A classe empresarial quer e está disposta a realizar um pacto pela retomada do crescimento junto aos governos estadual, federal e a sociedade civil organizada, a fim de fazer todos os ajustes necessários para a consolidação de um país com empresas competitivas, com remunerações e benefícios justos e com o pagamento de uma carga tributária adequada à realidade. Porém, exige uma contrapartida justa, coerente e equilibrada por parte dos líderes públicos. Não podemos continuar tratando os sérios problemas com as mesmas receitas. A classe produtiva não suporta mais ser a única a pagar tão pesada conta pois, se para os governantes, parece fácil aplicar o aumento da carga, para o setor produtivo é vital que os gestores públicos façam os cortes e ajustes necessários na máquina pública, assim como temos que fazer em nossas empresas e famílias. É necessário que o cidadão saiba o tamanho do estado que ele quer, para evitar o empobrecimento do Brasil.

O Brasil e os brasileiros têm virtudes e talentos que não podem ser desperdiçados e ignorados em nome de projetos efêmeros e que não garantam as respostas que o País verdadeiramente precisa. A construção de uma nação, no nome e na essência, passa pelo trabalho e pela humildade em reconhecer que essa tarefa só será executada com êxito com o dedicado envolvimento de todos. As circunstâncias nos oferecem, mais uma vez, uma grande oportunidade para acertar e ela não pode, de modo algum, ser desperdiçada. Afinal, historicamente, já sabemos quais são as consequências dos vários planos anti-inflacionários já aplicados em nosso país, como na década perdida dos anos 1980.

É da dificuldade que surgem as grandes ideias e os projetos transformadores. Em vez de procurar culpados e de fomentar disputas sem vencedores, a hora se mostra ideal para a reflexão coesa, isenta e que coloque as verdadeiras necessidades nacionais como prioridade. O diálogo e o bom- senso, duas das lições mais importantes que a história nos lega, devem prevalecer, independente de ideologia política e do poder público, para que as soluções para uma das mais sérias crises nacionais sejam eficientes e duradouras. Dessa forma, evita-se que o povo brasileiro perca suas conquistas realizadas ao longo dos últimos anos.

Por fim, que valores positivos como a ética, a transparência, o respeito, a justiça e a responsabilidade prevaleçam em cada um nas relações com os outros para o desenvolvimento do nosso Estado e do nosso País.

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